Tema
O Fruto do Espírito, uma condição para a nossa frutificação
Texto:
“Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.” (Gálatas 5:22,23)
Introdução
A proposta dessa mensagem, é começar a aprofundar o tema da frutificação!
O que é frutificar?
O que e frutificar
TESTE
- Em uma concepção teológica e bíblica, “frutificar” não se resume apenas à produção literal de frutos, mas simboliza a manifestação visível e concreta da transformação interior operada por Deus na vida dos crentes.
- A imagem da árvore frutífera ilustra a vida do cristão.
- Assim como uma árvore saudável deve produzir fruto, o crente, enraizada em Cristo, transformado pelo Espírito deve manifestar frutos que evidenciem essa nova realidade.
- Aliás, isso é uma ordem: “Produzam fruto digno de arrependimento!” (Mateus 3:8), ou seja, frutos que correspondam à vida que você vive em Cristo.
Como frutificar?
- Entenda, porém, que o primeiro passo para essa frutificação, está na compreensão de que o Espírito Santo é a condição para possamos ter essa vida frutífera, ou seja, você não pode frutificar sem o Espírito Santo!
- Nós somos insuficientes e incapazes de produzir bons frutos sem o Espírito Santo![1]
- O cultivo contínuo da nossa vida, depende do Espírito Santo
- A avaliação correta sobre o nosso crescimento e frutificação, só poderá ser feita através do padrão que o Espírito Santo estabelece.
- Até mesmo o nosso comprometimento com a missão de frutificar está condicionada total e completamente ao fruto que o Espírito Santo produz em nós!
- A mensagem de hoje é essa: o fruto do Espírito é a condição para que possamos frutificar individualmente e como Igreja!
I – O ESPÍRITO FRUTIFICA EM NÓS[2]
- A primeira coisa que precisamos entender então, é que o Espírito Santo deve frutificar primeiramente em nós!
- A bíblia deixa claro que há um Fruto que o Espírito gera em nós: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.” (Gálatas 5:22-23)
- De forma muito prática, podemos conceituar “Fruto do Espírito” como um conjunto de virtudes que o Espírito Santo produz em nós.
- A mensagem direta é essa: a vida cristã não se define por esforços humanos para cumprir a lei ou as tradições da nossa religião, mas pela transformação interior que resulta em ações que expressam que somos uma nova criatura em Jesus.
- O Fruto do Espírito manifesta a verdadeira identidade do cristão, ou seja, o caráter de Cristo em nós.
- Paulo Escolheu a imagem de um “fruto” de forma muito proposital!
- Aquela era uma sociedade acostumada à agricultura e à colheita de frutas.
- A palavra fruto (Gr. Karpos – καρπός) é, literalmente o produto natural de uma planta; aquilo que é gerado e que pode ser colhido!
- Quando Paulo fala do “fruto do Espírito”, ele está indicando o resultado natural e inevitável da vida que é vivida debaixo da influência do Espírito Santo.
- Primeiro aspecto a ser considerado é que é um resultado natural de uma vida dirigida pelo Espírito Santo!
- Basta fazer uma pergunta: o que se poderia esperar de alguém em quem o Espírito Santo está fazendo uma obra de transformação dia após dia?
- A resposta é simples: o caráter de Cristo!
- Essa foi a percepção da sociedade da cidade de Antioquia quando a igreja começou a crescer por lá: “E, quando o encontrou, levou-o para Antioquia. E, durante um ano inteiro, se reuniram naquela igreja e ensinaram numerosa multidão. Em Antioquia, os discípulos foram, pela primeira vez, chamados de CRISTÃOS [pequenos Cristos; cópias de Cristo; imitações “autênticas de Cristo].” (Atos 11:26)
- O “fruto do Espírito” é o resultado natural da regeneração e da contínua obra de santificação no crente.
- Não é um mérito conquistado pela observância de uma série de virtudes, mas sim o sinal visível e natural de que a graça e o poder de Deus estão operantes na vida daqueles que permanecem em Cristo.
- A imitação de Cristo deve ser o resultado natural e inevitável da obra do Espírito Santo em nós, e isso é o primeiro passo e a primeira condição para nossa frutificação!
- O segundo aspecto do conceito é que o Fruto do Espírito, diz respeito àquilo que o Espírito gera em nós!
- Entenda isso: o Espírito Santo frutifica primeiro em você, e depois, através de você!
- O fruto do Espírito é aquilo que Ele gera nas nossas vidas, e que podemos ver, sentir, colher, medir, mensurar. Não somente nós, mas aqueles que estão perto de nós também podem perceber!
- Barnabé é um exemplo de alguém em quem se via e se podia medir esse fruto: “Porque era homem bom, CHEIO [o que o Espírito Santo gerou nele, era mensurável] do Espírito Santo e de fé. E muita gente se uniu ao Senhor.” (Atos 11:24)
- O texto diz o que o Espírito gera em nós: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.” (Gálatas 5:22,23)
- Esses aspectos serão aprofundados nas próximas três mensagens sobre o tema.
- Saibam, porém, que essas nove palavras que estão aí, não são nove frutos! Estamos falando de um fruto com nove partes!
- Ou seja, se o Espírito gerar o seu fruto em nós, todos esses aspectos – amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio – estarão presentes na nossa vida de forma perceptível.
- Por fim, nesse conceito de fruto, tem-se que o fruto do Espírito, é aquilo que pode ser colhido em nós!
- É uma afirmação muito simples: o Espírito produz frutos em nós para outras pessoas possam colher, experimentar e serem abençoadas através desse fruto.
- Cada um dos nove aspectos do fruto do Espírito é imensamente profundo e gigante, e pode se desdobrar em muitas ações, atitudes e posicionamentos que abençoam outros.
- Porém, o que fica de mais evidente, é que eles são produzidos em nós para que outros colham!
- Prestem atenção! Tudo o que recebemos de bom, foi por graça e de graça, e isso deve ser colhido em nós: “Pelo caminho, preguem que está próximo o Reino dos Céus. Curem enfermos, ressuscitem mortos, purifiquem leprosos, expulsem demônios. VOCÊS RECEBERAM DE GRAÇA; PORTANTO, DEEM DE GRAÇA.” (Mateus 10:7,8)
- O resumo desse tópico dessa mensagem é esse: o Fruto do Espírito é a condição para que frutifiquemos individualmente e como Igreja!
- Você consegue enxergar esse fruto na sua vida?
II – A CONDIÇÃO PARA QUE “EU FRUTIFIQUE
- A pergunta com a qual finalizamos o tópico anterior é fundamental, uma vez que, individualmente, eu jamais conseguirei frutificar se antes, o Espírito Santo não frutificar em mim!
- Pense nisso:
- Cada crente é chamado a viver uma vida produtiva em virtude do Espírito.
- Essa frutificação individual não significa perfeição humana, mas sim um processo de crescimento espiritual contínuo, onde a graça divina vai moldando o nosso caráter e direcionando a nossa frutificação.
- A metáfora da frutificação como um exemplo da vida cristã, implica uma total dependência do Espírito Santo!
- Precisamos do Espírito Santo para produzirmos bons frutos!
- Quando se tratava de gerar frutos, o apóstolo Paulo reconhecia a sua dependência de Deus: “E é por meio de Cristo que temos tal confiança em Deus. Não que, por nós mesmos, sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós; pelo contrário, a nossa capacidade vem de Deus, o qual nos capacitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do Espírito; porque a letra mata, mas o Espírito vivifica.” (2Coríntios 3:4-6)
- Se nós procurarmos produzir frutos por nós mesmos, sem depender do Espírito Santo, iremos esbarrar inevitavelmente naquilo que Paulo chamou de Obras da Carne: “Ora, as obras da carne são conhecidas e são: imoralidade sexual, impureza, libertinagem, idolatria, feitiçarias, inimizades, rixas, ciúmes, iras, discórdias, divisões, facções, invejas, bebedeiras, orgias e coisas semelhantes a estas. Declaro a vocês, como antes já os preveni, que os que praticam tais coisas não herdarão o Reino de Deus.” (Gálatas 5:19-21)
- Frutificar só é possível se dependermos do Espírito Santo!
- O Fruto do Espírito em nós é uma condição para a nossa frutificação pessoal, porque é por ele, e somente por esse fruto que o nosso interior é transformado!
- Paulo deixou claro aos coríntios: “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.” (1Coríntios 5:17)
- Somente o Espírito Santo poderá nos tirar dessa condição defeituosa, e nos colocar em condições de sermos uma criação que produz frutos que expressem a experiência de um salvo em Jesus.
- Paulo foi o que foi e fez o que fez, entregando ao mundo frutos eternos por uma razão que ele mesmo expressa aos gálatas: “logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. E esse viver que agora tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.” (Gálatas 2:20)
- Não podemos expressar nas nossas ações, comportamentos e reações, algo que não corresponde ao que está dentro de nós!
- Se não houver uma transformação real do nosso interior através do Fruto do Espírito, não frutificaremos!
- Tiago faz uma afirmação importante nesse sentido: “Por acaso pode a fonte jorrar do mesmo lugar água doce e água amarga? Meus irmãos, será que a figueira pode produzir azeitonas ou a videira, figos? Assim, também, uma fonte de água salgada não pode dar água doce.” (Tiago 3:11, 12)
- Ou seja, a condição para que alguém colha em nós um bom fruto, é que o Espírito Santo, antes de tudo, produza em nós esse bom fruto!
- João Calvino disse um dia: “Tudo de bom que você vê em mim é Cristo. Tudo de mal, sou eu mesmo.”
- Cristo precisa estar formado em você para como uma condição para a frutificação!
- Essa era a preocupação de Paulo com os gálatas, que Cristo fosse gerado neles: “É bom ser sempre zeloso pelo bem e não apenas quando estou com vocês, meus filhos, por quem, de novo, estou sofrendo as dores de parto, até que Cristo seja formado em vocês.” (Gálatas 4:18, 19)
- Essa é a minha preocupação como pastor dessa Igreja, que Cristo seja gerado em nós para que, individualmente e coletivamente, possamos frutificar.
- Você vê o fruto do Espírito em você e em outros que estão perto de você?
III – A CONDIÇÃO PARA QUE A IGREJA FRUTIFIQUE
- Essa pergunta também é importante, pois, jamais teremos uma igreja frutífera sem que cada crente, individualmente, seja frutífero!
- No contexto da igreja, a metáfora da frutificação se amplia e alcança a dimensão comunitária.
- Há uma verdade: a frutificação de cada um, sempre resultará em uma frutificação coletiva!
- Quando cada membro frutifica, a comunidade cristã se transforma em uma “árvore” frondosa que não só exibe o fruto do Espírito em suas vidas individuais, mas também colhe frutos coletivamente.
- Nós não podemos olhar para a Igreja simplesmente como um ajuntamento de pessoas para reuniões e eventos; a Igreja é o ambiente onde devemos colher frutos uns dos outros!
- Os nove aspectos do Fruto do Espírito – amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio – devem ser colhidos por aqueles que chegam nesse ambiente!
- Precisamos pensar no que os nossos visitantes estão levando quando vem à nossa congregação! E eu não estou falando de qual é a impressão, a imagem e a sensação. Estou falando de qual é o fruto que eles estão colhendo!
- Mais que isso, nós que estamos aqui mais cotidianamente, quais frutos estamos levando para casa quando saímos do culto? Esse tem sido um ambiente de colheita de bons frutos?
- Saímos daqui sentindo mais amor? Saímos mais alegres? Mais pacientes? Colhemos bondade na vida dos – plural proposital – irmãos com quem convivemos? Depositamos nesse balaio (cesto) chamado congregação, o nosso fruto cheiroso e edificante para que outros colham?
- São perguntas que precisam ser respondidas, pois frutificar vai além dos aspectos individuais; alcança o aspecto coletivo da nossa vida como Igreja!
- A comunidade dos primeiros crentes expressava essa frutificação coletiva de forma bastante clara.
- Olha como Lucas descreve a frutificação coletiva daquela comunidade: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por meio dos apóstolos. Todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade. Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, o Senhor lhes acrescentava, dia a dia, os que iam sendo salvos.” (Atos 2:42-47)
- Qual o segredo daquela comunidade de crentes? O fruto do Espírito como uma condição para que eles pudessem frutificar!
- Dependemos inteiramente de que o Espírito frutifique em nós para que possamos, como povo de Deus, sermos frutíferos.
- Essa é a mensagem do texto base do nosso tema: “Isso será assim até que se derrame sobre nós o Espírito lá do alto. Então o deserto se tornará em pomar, e o pomar será tido por bosque;” (Isaias 32:15)
- Preste atenção! Essa não é uma promessa feita para uma pessoa. É uma promessa feita a um povo!
- Quando o Espírito Santo se derramasse sobre eles, como povo, seriam transformados de ambiente árido para um lugar de plenitude: um deserto se transformando em um bosque!
- Essa palavra bosque (Hb. Yaʿar – יַּעַר), aponta para um ambiente de fertilidade, podendo ser traduzida em algumas bíblias como “pomar”, ou seja, um conjunto de árvores frutíferas.
- Deus estava dizendo a Judá a mesma coisa que nos está dizendo hoje: a condição para que sejamos coletivamente um ambiente de frutificação, é que o Espírito Santo frutifique em nós!
- A igreja como uma evidência do Reino, onde quem chegar, poderá colher frutos.
- Quando a igreja vive de maneira frutífera, seu testemunho se expande e vai para além das paredes, e é usado por Deus para transformar a cultura, promover a justiça, a compaixão e servir como canal de bênção para a comunidade ao redor.
- O que diz o quanto somos importantes como igreja local, é a colheita que a sociedade pode fazer a partir de nós!
- O que Várzea Paulista, ou o seu bairro, está colhendo dessa igreja?
CONCLUSÃO
- Há algo que ficou claro para nós nessa palavra:
- A nossa frutificação é, antes de tudo, o resultado da ação transformadora do Espírito em nossa vida individual e comunitária.
- Não há possibilidade de que seja diferente!
- Quando permitimos que o Espírito produza fruto em nosso íntimo, o resultado se torna visível no nosso testemunho pessoal e comunitário (coletivo) e fortalece e edifica a igreja como um todo, e abençoa as pessoas que estão ao nosso redor.
- Por isso, precisamos que o Espírito Santo esteja continuamente cultivando nossa vida!
- Precisamos ser “agricultáveis”! Não podemos nos tornar um “solo” improdutivo ou infértil.
- Assim como a agricultura exige cuidado, adubação e poda, a vida cristã demanda práticas espirituais constantes – oração, leitura da Palavra, comunhão e discipulado – que permitem o crescimento e a maturidade espiritual.
- É através desses processos que o Espírito vai trabalhando a nossa vida.
- Entenda ainda que precisamos, pela medida do Espírito, nos autoavaliar, quanto à nossa frutificação.
- Precisamos olhar para nós e perguntar: “O fruto do Espírito está sendo produzido em minha vida? E a partir dele, quais frutos estão sendo produzidos em minha vida?”
- Se não fizermos essa avaliação pelas métricas do Espírito, vamos vier nos enganando, e achando que está tudo bem, quando, na verdade, estamos como algumas espécies de cactos, que nem dão sombra, nem dão frutos, nem deixam encostar!
- O Espírito tem que frutificar em você primeiro, como uma condição para frutificar através de você!
APELO
- Nessa primeira mensagem, o Senhor está nos desafiando à nos comprometermos com a frutificação!
- Eu te convido a se submeter ao Espírito Santo, deixando que ele produza o Fruto do Espírito em você, e te desafio a ver quão frutífera será a sua vida!
- Deus está te chamando para se submeter ao processo de frutificação hoje!
- Você não pode viver sem frutificar!
[1] Olhe a conclusão. Estou fazendo a citação aqui, mas retomarei como aplicações práticas na conclusão. Não é preciso aprofundar os subtópicos agora, mas somente mencioná-los.
[2] Esse tópico é um pouco mais denso e longo porque é conceitual para o tema de frutificação. É a base para se entender todo o tema e as demais mensagens que serão pregadas nos próximos meses.